Proposta do TCC
1 TEMA
Os espaços e tempos no ensinar e aprender.
1.1 Delimitação do Tema
A leitura e a escrita no espaço-tempo escolar.
1.2 Formulação do Problema
Que influência o projeto educativo tem na leitura e escrita dos alunos?
1.3 Questões de Pesquisa ou Hipóteses
Os alunos passam anos na escola, mas, no entanto, ao se depararem com a possibilidade e a tarefa de produzir um texto parece que nada sabem. Voltam-se a cópia, ficam inseguros, esquecem que têm saberes que podem reconstruir saberes a partir de seus conhecimentos. O que acontece no trajeto do aprendizado que estes alunos não conseguem entender o que lêem, que não consegue enxergar seu conhecimentos, que não conseguem se desvincula do professor ao qual tem como o detentor do saber. Pergunto-me a que tipo de projeto de escrita temos servido? A que projeto de educação?
2 JUSTIFICATIVA
A escola é monoglota[1]: ela fala apenas a sua linguagem. A escola não consegue dialogar com outras linguagens mesmo que as ouça, faz de tudo para não conhecê-la.
A escola não separa o significado do significante e por isso, as palavras são menos importantes que as coisas e os indivíduos são a fonte e a finalidade dos significados. Sob este ponto de vista a escola reforça a crença de que a linguagem é produto dos agentes individuais.
Se para a escola a significação não resulta de um jogo interminável de significantes. Assim a significação está presente nos signos e pode ser fixada e estabelecida. Uma vez que não existe a complexidade, não há luta pelas significações. O que é, é, e está acabado.
Sendo esta linguagem intermediaria entre o sujeito e o objeto dá aos sujeitos a certeza de estarem percebendo a linguagem sem sua intervenção. Deste modo, disfarça a sua natureza socialmente construída e anula sua função constitutiva.
O que vemos e o que senti com a turma de alunos que faço minha prática é a situação onde se ensina a ler ou a escrever, mas pouco se escreve e lê. Vêem-se exercícios repetitivos, tarefas mecânicas voltadas à gramática. Sendo assim, como se ensinar a ler e escrever senão, lendo e escrevendo. Sem pontuar com o grupo que todos somos agentes do aprendizado, que todos temos saberes construídos e que a escrita é um movimento, uma procura, um produto inacabado.
[1] Sandra Mara Corazza, 2001 ENDIPE – Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino - Rio de Janeiro

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